quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Documento 1964: Para não esquecer...II


“O primeiro passo no caminho que vai da opressão à liberdade só se dá pela consciência da vida de opressão. 
Daí por diante, a trajetória a libertação sem impõe como vocação instintiva.” 
(SILVA in PASSOS JUNIOR, 2004)

O Prof. Francisco Sodero Toledo traz em sua obra “Igreja, Estado, Sociedade e Ensino Superior: A Faculdade Salesiana de Lorena” entrevista realizada com o Sr. Ivo Malerba que foi um dos principais lideres do movimento estudantil, que em 1968 ocupava o cargo de presidente do Diretório Acadêmico  da Faculdade Salesiana de Filosofia Ciência e Letras de Lorena, e em sua entrevista notamos aspectos gerados pela repressão militar.

Segundo Ivo Malerba:

Os conflitos eram frequentes, com ameaças de intervenção, problemas com a polícia militar, com as forças militares em geral, o que foi se tornando corriqueiro. Nos momentos mais difíceis corríamos para ouvir o Pe. Ferreira, que com sua grande influência e os pés na realidade, orientava-nos.”

Vivíamos um processo de grande fermentação e agitação. Os militares exerciam pressão muito forte. Havia na Faculdade a presença de 20 a 30% de alunos militares. Dentre eles haviam os que municiavam o pessoal de fora com relatórios, que eram encaminhados para órgãos de segurança. O meu ´ batismo de fogo ’ foi em 1966, quando, em Congresso em São Paulo fomos presos e fui fichado no DEOPS.”




No livro do Prof. Francisco Sodero, podemos encontrar várias outras informações a cerca desse momento vivido pelos alunos e professores da Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena.

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