domingo, 28 de abril de 2013

3ª Ação Pré-Simpósio do Instituto de Estudos Valeparaibanos



Chegamos à 3ª Ação Pré-Simpósio, realizada no dia 22 de abril de 2013, na Floresta Nacional de Lorena – FLONA. O evento contou com expressiva participação de professores, universitários e demais interessados no tema.
O IEV e o Jornal O Lince, em parceira, realizam o Simpósio que comemora 40 anos de fundação do Instituto.
Houve uma bela apresentação musical do professor Davi Coura Borges, que nos trouxe suas composições sobre o Vale do Paraíba. Sua participação traduziu em poesia a história e as belezas naturais da nossa região.

Davi Coura e Francisco Sodero 

A conferência do dia teve como tema: Literatura, Escola e Formação de Leitores, palestra proferida pelo Prof. Dr. Ricardo Azevedo[1].

Um dos textos citados pelo conferencista:
AQUILO (Ricardo de Azevedo)

Quando aquilo apareceu na cidade, teve gente que levou um susto.
Teve gente que caiu na risada.
Teve gente que tremeu de medo.
E gente que achou uma delícia.
E gente arrancando os cabelos.
E gente soltando rojões.
E gente mordendo a língua, perdendo o sono, gritando viva, roendo as unhas, batendo palma, fugindo apavorada e ainda gente ficando muito, muito, muito feliz.
Uns tinham certeza de que aquilo não podia ser de jeito nenhum.
Outros também tinham certeza. Disseram: — Viva! Que bom! Até que enfim!
Muitos ficaram preocupados. Exigiram que aquilo fosse proibido. Garantiram que aquilo era impossível. Que aquilo era errado. Que aquilo podia ser muito perigoso.
Outros, tranqüilos, festejaram, deram risada, comemoraram e, abraçados, saíram pelas ruas, cantando e dançando felizes da vida.
Alguns, inconformados, resolveram perseguir aquilo. Disseram que aquilo não valia nada. Disseram que era preciso acabar logo com aquilo ou, pelo menos, pegar e mandar aquilo para bem longe.
Muitos defenderam e elogiaram aquilo. Juraram que aquilo era bom. Que aquilo ia ser melhor para todos. Que esperavam aquilo faz tempo. Que aquilo era importante, bonito e precioso.
Alguém decidiu acabar com aquilo de qualquer jeito.
Mas outro alguém disse não!
E foi correndo esconder aquilo devagarinho no fundo do coração.



E como tem ocorrido nas atividades pré-simpósio, o Instituto de Estudos Valeparaibanos e o Jornal O Lince tem homenageado com o título de “Cidadão das Letras”, uma pessoa de destaque no campo literário, preferencialmente da cidade anfitriã.



Em Lorena, o escolhido para receber a homenagem in memorian foi o Professor Doutor Aroldo de Azevedo[2].
Em nome do Dr. Aroldo de Azevedo, seu filho Ricardo Azevedo, recebeu o título das mãos do Prof. Nelson Pesciotta, presidente de honra do IEV.

A senhora Teresa Aquino, representante da Câmara Municipal de Lorena, também entregou, ao Sr. Ricardo, uma homenagem do legislativo.

Ricardo Azevedo e Eu

O evento teve seu encerramento marcado com um belo passeio, por uma trilha da Floresta Nacional de Lorena. O trajeto culminou com a chegada às ruínas de um antigo campo de aviação, lugar este que recebeu outrora, o Presidente Getulio Vargas e o Presidente Eurico Gaspar Dutra.

Rafaela, Prof. Sodero, Profa. Sandra e eu

Parabenizo e registro aqui, como um dos representantes do IEV, meus agradecimentos aos organizadores e colaboradores do evento em Lorena, pela dedicação e empenho:

Alexandre Marcos Lourenço Barbosa – Presidente do XXVII Simpósio de História
Miguel von Behr – Chefe da Floresta Nacional de Lorena
José Tadeu Fonseca – Comissão de Organização do Simpósio
Andréia Marcondes – Comissão de Organização do Simpósio

Aos nossos alunos do Curso de Licenciatura em História do Centro UNISAL, que vem  colaborando nessas ações em preparação para XXVII Simpósio:

Árison Henrique de Assis Lopes
Bárbara de Andrade Silva
Iracema de Cássia Ramos de Almeida
Lorena Kelly Assunção Rodrigues de Souza
Luiz Henrique Nascimento Leite
Mariana de Lima Vaz Magalhães
Patricia Aparecida Barbosa da Silva
Patrícia Valim Aquila Monteiro Gama
Rafaela Molina de Paiva


Grupo reunido



[1] Ricardo Azevedo é autor de Um homem no sótão (Ática), O livro das palavras (Editora do Brasil), Contos e lendas de um vale encantado (Ática), Fragosas brenhas do mataréu (Ática), Não existe dor gostosa (Cia das Letrinhas), O leão da noite estrelada (Saraiva) e O motoqueiro que virou bicho (Moderna) entre outros livros para crianças e jovens. Tem obras publicadas na França, Alemanha, México, Portugal e Holanda. Bacharel em Comunicação Visual (FAAP), doutor em Letras (USP) e pesquisador na área da cultura popular.


[2] Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, Aroldo de Azevedo licenciou-se em geografia e história pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), tendo sido também um dos primeiros professores de geografia daquela universidade.
Foi também o primeiro grande autor de livros didáticos de geografia do Brasil, com mais de trinta títulos publicados, e marcou o ensino desta disciplina para várias gerações de estudantes.
Na década de 1930 Aroldo de Azevedo, já escritor de livros didáticos, toma conhecimento da Associação dos Geógrafos Brasileiros e começa uma intensa relação com a entidade. Em 1939 se torna secretário geral e em 1940 presidente da AGB.
É autor do primeiro mapa e de uma das primeiras classificações do relevo brasileiro.

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