terça-feira, 30 de abril de 2013

5ª Ação Pré-Simpósio do Instituto de Estudos Valeparaibanos


Restaurada e preservada pelos proprietários, a Fazenda São Francisco, em São José do Barreiro, é a única atualmente existente no Vale do Paraíba construída durante o período colonial brasileiro. 
No dia 25 de maio, Eliana e Walton Ferreira Leite, os proprietários da fazenda bicentenária, receberão um grupo de 50 pessoas para uma visita monitorada em suas dependências. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição e estarão abertas em breve.





Ana Lygia dos Santos será a palestrante do dia e falará sobre a obra de Alves Motta Sobrinho, o autor de “A Civilização do Café”, livro que o notabilizou.
Um almoço na casa principal, entre mobiliário, prataria e louças franceses, será oferecido aos participantes que, por adesão, estiverem presentes.
Após a palestra, especialistas conduzirão os visitantes pelos espaços históricos e de lazer da fazenda.
Uma homenagem será prestada a Dona Marly Freire Ayrosa. Professora aposentada, que desde o falecimento do seu irmão, Josias de Marins Freire, que era mais conhecido como "Tio Dego Marins", em 2006, cuida do memorial, localizado na casa onde o artista mantinha seu escritório. O acervo contém livros, fotografias, objetos e documentos dessa personalidade que foi um político e seresteiro de São José do Barreiro, tendo inclusive construído uma praça chamada "Praça da Seresta".

Fonte: Jornal O Lince
Colaboração: Andréia Marcondes

4ª Ação Pré-Simpósio do Instituto de Estudos Valeparaibanos


"História e Literatura : Crônicas na imprensa periódica"

Data: 09 de maio de 2013 (quinta)
Horário: 19h as 21h
Local: Rua Visconde do Rio Branco n. 22 - centro - Taubaté - SP
Auditório Faculdade Ciências Sociais e Letras - Taubaté

EVENTO REALIZADO PELO INSTITUTO DE ESTUDOS VALEPARAIBANOS E JORNAL O LINCE.

Neste evento receberemos a exposição itinerante "Grandes Escritores do Vale".
Também será feito uma Homenagem ao Prof.Nelson Pesciotta.

Mesa Redonda formada por :

. Prof.Dr. André Campos - Mestre e Doutor em Teoria Literária pela UNICAMP e USP
. Prof.Dr. Robson Bastos - Depto. de Comunicação Social - UNITAU
. Profa. Dra. Eliane Freire - Depto. de Comunicação Sociall - UNITAU
Mediador : Prof.Dr. Mauro Castilho Gonçalves - Coordenador CDPH/UNITAU, membro IEV

Inscrições gratuitas pelo email: simposio@valedoparaiba.com
Assunto: Pré Simpósio Taubaté
Enviar : Nome, email,endereço,telefone, instituição no qual faz parte.

Prof. Nelson Pesciotta - Foto: Jeff Martins

Prof. Nelson Pesciotta, é natural de Campinas, onde nasceu a 3 de novembro de 1923.. Seus pais, Generoso e Hermínia, moravam em Pindamonangaba, onde viveu infância e juventude..Reside em Lorena desde 1953, atualmente na Rua Presidente Roosevelt, 98, ap. 202, CEP 12606-290.
De família operária, fez os cursos primário (no Externato de S. José) e ginasial em Pindamonhangaba (no Ginásio Municipal), o curso normal em Taubaté e o curso superior de filosofia em Campinas, na primeira turma da PUCAMP - 1945. É também bacharel em direito pela Faculdade de Direito de Taubaté – 1967.
No seu meio século de magistério foi orientador educacional, professor de sociologia, diretor de escola, supervisor de ensino, além de lecionar no ensino superior em Taubaté, Guaratinguetá, Lorena e Cruzeiro. Como supervisor de ensino atuou no antigo ensino secundário e normal em todas as cidades do Vale do Paraíba, tendo se aposentado quando trabalhava, em 1981, na Delegacia de Ensino de Pindamonhangaba.
Com Rômulo Campos D’Arace fundou, em Pindamonhangaba, o jornal “Sete Dias” (1947) e o Rotary Club (1950) .
Participou do grupo fundador da Unitau, em 1976, da qual foi titular da cadeira de Sociologia e Pró-reitor de Graduação. No ensino secundário foi um dos fundadores da UDEMO. No ensino superior lecionou Sociologia da Administração, Sociologia da Educação e disciplinas pedagógicas.
Tem registros profissionais de jornalista e de sociólogo. Atua no movimento ambientalista da região, já tendo ocupado, em tal condição, a vice-presidência do Comitê de Bacias do Rio Paraíba do Sul.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Amigos da Cultura de Lorena. Presidiu por mais de 20 anos o Instituto de Estudos Valeparaibanos, sediado em Lorena, e escreve semanalmente uma coluna para o jornal Guaypacaré, da mesma cidade..
Foi vereador de 1959 a 1968, tendo por duas vezes presidido a Câmara Municipal de Lorena. Leva seu nome o Colégio Técnico da USP (antiga Faenquil) de Lorena É vice- presidente e um dos fundadores da Academia de Letras de Lorena, membro correspondente da Academia de Letras de Campos do Jordão e membro honorário da Academia Pindamonhangabense de Letras. É coordenador do Ponto de Cultura – NEPA (Núcleo de Educação Patrimonial e Ambiental) do IEV, Lorena.



domingo, 28 de abril de 2013

3ª Ação Pré-Simpósio do Instituto de Estudos Valeparaibanos



Chegamos à 3ª Ação Pré-Simpósio, realizada no dia 22 de abril de 2013, na Floresta Nacional de Lorena – FLONA. O evento contou com expressiva participação de professores, universitários e demais interessados no tema.
O IEV e o Jornal O Lince, em parceira, realizam o Simpósio que comemora 40 anos de fundação do Instituto.
Houve uma bela apresentação musical do professor Davi Coura Borges, que nos trouxe suas composições sobre o Vale do Paraíba. Sua participação traduziu em poesia a história e as belezas naturais da nossa região.

Davi Coura e Francisco Sodero 

A conferência do dia teve como tema: Literatura, Escola e Formação de Leitores, palestra proferida pelo Prof. Dr. Ricardo Azevedo[1].

Um dos textos citados pelo conferencista:
AQUILO (Ricardo de Azevedo)

Quando aquilo apareceu na cidade, teve gente que levou um susto.
Teve gente que caiu na risada.
Teve gente que tremeu de medo.
E gente que achou uma delícia.
E gente arrancando os cabelos.
E gente soltando rojões.
E gente mordendo a língua, perdendo o sono, gritando viva, roendo as unhas, batendo palma, fugindo apavorada e ainda gente ficando muito, muito, muito feliz.
Uns tinham certeza de que aquilo não podia ser de jeito nenhum.
Outros também tinham certeza. Disseram: — Viva! Que bom! Até que enfim!
Muitos ficaram preocupados. Exigiram que aquilo fosse proibido. Garantiram que aquilo era impossível. Que aquilo era errado. Que aquilo podia ser muito perigoso.
Outros, tranqüilos, festejaram, deram risada, comemoraram e, abraçados, saíram pelas ruas, cantando e dançando felizes da vida.
Alguns, inconformados, resolveram perseguir aquilo. Disseram que aquilo não valia nada. Disseram que era preciso acabar logo com aquilo ou, pelo menos, pegar e mandar aquilo para bem longe.
Muitos defenderam e elogiaram aquilo. Juraram que aquilo era bom. Que aquilo ia ser melhor para todos. Que esperavam aquilo faz tempo. Que aquilo era importante, bonito e precioso.
Alguém decidiu acabar com aquilo de qualquer jeito.
Mas outro alguém disse não!
E foi correndo esconder aquilo devagarinho no fundo do coração.



E como tem ocorrido nas atividades pré-simpósio, o Instituto de Estudos Valeparaibanos e o Jornal O Lince tem homenageado com o título de “Cidadão das Letras”, uma pessoa de destaque no campo literário, preferencialmente da cidade anfitriã.



Em Lorena, o escolhido para receber a homenagem in memorian foi o Professor Doutor Aroldo de Azevedo[2].
Em nome do Dr. Aroldo de Azevedo, seu filho Ricardo Azevedo, recebeu o título das mãos do Prof. Nelson Pesciotta, presidente de honra do IEV.

A senhora Teresa Aquino, representante da Câmara Municipal de Lorena, também entregou, ao Sr. Ricardo, uma homenagem do legislativo.

Ricardo Azevedo e Eu

O evento teve seu encerramento marcado com um belo passeio, por uma trilha da Floresta Nacional de Lorena. O trajeto culminou com a chegada às ruínas de um antigo campo de aviação, lugar este que recebeu outrora, o Presidente Getulio Vargas e o Presidente Eurico Gaspar Dutra.

Rafaela, Prof. Sodero, Profa. Sandra e eu

Parabenizo e registro aqui, como um dos representantes do IEV, meus agradecimentos aos organizadores e colaboradores do evento em Lorena, pela dedicação e empenho:

Alexandre Marcos Lourenço Barbosa – Presidente do XXVII Simpósio de História
Miguel von Behr – Chefe da Floresta Nacional de Lorena
José Tadeu Fonseca – Comissão de Organização do Simpósio
Andréia Marcondes – Comissão de Organização do Simpósio

Aos nossos alunos do Curso de Licenciatura em História do Centro UNISAL, que vem  colaborando nessas ações em preparação para XXVII Simpósio:

Árison Henrique de Assis Lopes
Bárbara de Andrade Silva
Iracema de Cássia Ramos de Almeida
Lorena Kelly Assunção Rodrigues de Souza
Luiz Henrique Nascimento Leite
Mariana de Lima Vaz Magalhães
Patricia Aparecida Barbosa da Silva
Patrícia Valim Aquila Monteiro Gama
Rafaela Molina de Paiva


Grupo reunido



[1] Ricardo Azevedo é autor de Um homem no sótão (Ática), O livro das palavras (Editora do Brasil), Contos e lendas de um vale encantado (Ática), Fragosas brenhas do mataréu (Ática), Não existe dor gostosa (Cia das Letrinhas), O leão da noite estrelada (Saraiva) e O motoqueiro que virou bicho (Moderna) entre outros livros para crianças e jovens. Tem obras publicadas na França, Alemanha, México, Portugal e Holanda. Bacharel em Comunicação Visual (FAAP), doutor em Letras (USP) e pesquisador na área da cultura popular.


[2] Advogado formado pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, Aroldo de Azevedo licenciou-se em geografia e história pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP), tendo sido também um dos primeiros professores de geografia daquela universidade.
Foi também o primeiro grande autor de livros didáticos de geografia do Brasil, com mais de trinta títulos publicados, e marcou o ensino desta disciplina para várias gerações de estudantes.
Na década de 1930 Aroldo de Azevedo, já escritor de livros didáticos, toma conhecimento da Associação dos Geógrafos Brasileiros e começa uma intensa relação com a entidade. Em 1939 se torna secretário geral e em 1940 presidente da AGB.
É autor do primeiro mapa e de uma das primeiras classificações do relevo brasileiro.