quinta-feira, 3 de abril de 2014

Uma breve história da mulher na política do Brasil

Por muito tempo a mulher foi vista como submissa ao homem e foi sendo deixada à margem dos registros históricos. No cotidiano, a mulher se via em outro papel que era o oposto do estabelecido pela sociedade patriarcal. Pois nesse, a mulher, desde a colonização do Brasil, vinha se destacando, tinha participação ativa à frente das coisas do dia a dia não só da administração do lar, mas também dos negócios da família e em coisas públicas.

Com o passar dos anos, essa mulher foi rompendo com os paradigmas pré-estabelecidos pela sociedade, podendo assim garantir o seu espaço.

Hoje, no século XXI, podemos notar com clareza a participação da mulher na sociedade. Um fato marcante é a eleição de uma presidente mulher para conduzir o destino da nação, entretanto, isso não é uma novidade. Se olharmos para o nosso passado nos depararemos com situações nas quais a mulher teve destaque em decisões políticas, como no caso de Dona Inês de Sousa, mulher do governador da capitania do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que foi responsável pela defesa da cidade do Rio de Janeiro contra o ataque de corsários franceses entre os anos de (1578 – 1598). A Princesa Isabel, que assumiu a regência, tendo ainda abolido a escravidão....

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Projeto “História é Show” e o grupo "Cantando Histórias e Contando Piolhos" realiza contação de história em Ação Cultural no Clube Comercial de Lorena.

No dia 15 de fevereiro de 2014 realizou-se Ação Cultural no Clube Comercial de Lorena em pareceria com o Coletivo "Flor de Lís" que realiza o Projeto “Trocando Livros por Sorrisos”, o evento teve como objetivo a arrecadação de livro para um projeto de leitura da APAE de Lorena. O evento ainda contou com o projeto “História é Show” idealizado pelo Prof. Me. Davi Coura Borges (Membro IEV – Instituto de Estudos Valeparaibanos e Professor do Curso de Licenciatura em História do Centro UNISAL de Lorena).

Foto do evento realizado no Clube Comercial de Lorena


A apresentação do projeto “História é Show” foi incrementada com a contação de histórias pelo grupo "Cantando Histórias e Contando Piolhos", que falou sobre a  lenda da Pedra da Noite de autoria da Profa. Rafaela Molina de Paiva (Membro do IEV – Instituto de Estudos Valeparaibanos) e com um conto de terror “Maria Angula". A contação de histórias e a apresentação musical entusiasmou as crianças e os adultos. A apresentação buscou valorizar o folclore e a cultura valeparaibana de uma forma lúdica e agradável.

Prof. Davi Coura Borges 


Para entrar em contato com o Grupo HISTÓRIA É SHOW e o GRUPO "CANTANDO HISTÓRIA E CONTANDO PIOLHOS" 

e-mail: rafaelamolina@iev.org.br

Adquira também o CD de Músicas do Prof. Davi Coura 

"CANTAROLANDO A HISTÓRIA DO BRASIL"


e-mail: diego@valedoparaiba.com

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Uma homenagem ao Prof. José Luiz Pasin

Aqui segue alguns dos pensamentos do professor José Luiz Pasin. Estes foram extraídos de uma série de entrevista que o professor concedeu ao longo de sua história. O Prof. Pasin, faleceu no dia 11 de janeiro de 2008. 














Os pensamentos foram selecionados com o auxílio da Profa. Aparecida Gonçalves Uchôas.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Documento 1964: Para não esquecer... VI

Vários são os documentos que estão disponíveis no Arquivo do Estado de São Paulo. Dentre estes, encontramos alguns que são interessantes para resgatar informações acerca da participação valeparaibana no processo político nacional de 1964. Abaixo, seguem fichas do Prof. José Luiz Pasin, do Prof. Nelson Pesciotta e da Religiosa Irmã Olga de Sá.

Todos os que lutaram pela democracia no país, pagaram com a própria liberdade. Alguns tiveram a sorte de sobreviver à violência gerada pela repressão, ficar para continuar lutando e nos ensinando os ideais de liberdade e democracia. 


Ficha: José Luiz Pasin - DEOPS


Ficha: José Luiz Pasin - DEOPS

Ficha: José Luiz Pasin - DEOPS


Ficha: Nelson Pesciotta - DEOPS

Ficha: Irmã Olga de Sá - DEOPS

Panfleto que traz notícia da prisão dos professores 
José Luiz Pasin e Nelson Pesciotta e da religiosa Irmã Iracema Farina 

Transcrição do Panfleto

POVO PAULISTA

Nestes últimos dias a ditadura militar terrorista, serviçal do capitalismo norte-americano, da grande burguesia brasileira e do latifúndio, cometeu uma nova onda de crimes contra o povo.

No dia 20 de outubro assassinou o líder da ALN, Joaquim Câmara Ferreira.

Durante o último fim de semana fez dezenas de prisões São Paulo, Guanabara, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, Bahia, Paraná etc. Dentre os presos encontram-se os advogados Heleno Fragoso (vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil secção da Guanabara), Augusto Sussekind de Moraes Rego (membro do Conselho Federal da OAB) e Rosa Maria Cardoso, os jornalista Paulo Francisco, Carlos Heitor Rony, Joel Silveira, Luiz Carlos Maciel e Araquem Aquino, o editor Ênio Silveira, o cantor Fábio (premiado no 5º Festival); a atriz Leila Diniz, o caricaturista Ziraldo, o maestro Erlon Chaves, os professores Nelson Pesciotta e José Luiz Pasin a religiosa Irmã Iracema, o presidente da Câmara de vereadores de Leme, Alcides Pacciotti, o ex-prefeito de Leme, Orlando Franco, a vereadora Virginia Schwengner Leme Franco, os ex-vereadores Sebastião Ribeiro, Benedito Bittencourt de Andrade José Coli, além de muitas outras pessoas, entre as quais prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e etc.

Proibiu comícios eleitorais em várias cidades.

O Iº Exército apreendeu no dia 3 material da redação do jornal “O Pasquim”, enquanto prendeu uma jornalista Marta Alencar, enquanto o IIº Exército desfechava uma “blitz” em dezenas de cidades do interior de SP, prendendo centenas e centenas de pessoas.
Prendeu alguns operários, semanas atrás, que faziam propaganda eleitoral na Vila Formosa, e dois operários em Santo André.

Enquanto isso, o Ditador Carrazco Azul em seu discurso feito, para comemorar seu primeiro ano de reinado de terror contra o povo e de bons serviços aos seus patrões, dizia que o ato 5 não seria revogado e pedia para que todos confiassem na sua bondade.

Estes fatos, agora, na época em que se realiza esta palhaçada chamada de eleições, nos mostram perfeitamente que elas não são nenhum beneficio para o povo, mas sim que são uma jogada suja querendo dar uma aparência de apoio popular à Ditadura pró-imperialista.

Estes fatos nos mostram que, para bem servir aos seus patrões, a quadrilha de assassinos que tomou o poder está sempre bem disposta a usar da violência, das arbitrariedades e do terror, contra o povo, a prender, a torturar e assassinar.

É por isso que, nestas eleições falsas, o único caminho possível para o povo é ANULAR O VOTO!

É por isso que, para libertar o nosso país da dominação do imperialismo norte-americano, da grande burguesia brasileira e do latifúndio, o único caminho do povo é lutar com armas na mão!

LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS!
ABAIXO O ATO 5!
ESTA ELEIÇÃO É TAPEAÇÃO, ANULE SEU VOTO!
LUTEMOS POR UM GOVERNO NACIONAL, DEMOCRÁTICO E POPULAR!
A GUERRA POPULAR DERRUBA A DITADURA!
PREPARAMO-NOS PARA A GUERRA POPULAR!  


Pesquisa realizada em julho de 2008 no Arquivo do Estado de São Paulo.
Levantamento e Fotos - Diego Amaro de Almeida

Faculdade Salesiana: um marco na história da educação universitária brasileira

Artigo publicado pelo professor José Luiz Pasin, no  Informativo do  IEV de maio de 2002, em comemoração ao cinquentenário de fundação da Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, hoje Centro UNISAL de Lorena.

Faculdade Salesiana: um marco na história da educação universitária brasileira

Por José Luiz Pasin

No dia 14 de fevereiro de 1952, Getúlio Vargas, presidente da República, assinava o Decreto nº30.552, autorizando o funcionamento da Faculdade Salesiana de Filosofia, na cidade de Lorena, a segunda a ser instalada no interior de São Paulo e a primeira instituição de nível superior na região do Vale do Paraíba.

No dia 12 de março de 1952, em memorável sessão solene, com a presença de autoridades municipais, estaduais, federais, religiosos, políticos e representantes da sociedade lorenense e valeparaibana, nascia a Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena, uma “instituição livre de ensino superior, fundada e mantida sem escopo de lucro, pela Inspetoria Salesiana do Sul do Brasil, destinada a habilitação de candidatos da ordem religiosa e leigos para o exercício do magistério e de uma elite intelectual católica, fundamentada na opção aristotélica-tomista e no modelo pedagógico proposto por Dom Bosco...”.

Palacete Machado Coelho de Castro - Foto: Guto Domingues

Instalada na sede do palacete Machado Coelho de Castro, ao lado do cinquentenário  Colégio São Joaquim, a faculdade iniciou modestamente suas atividades, dirigida pelos padres salesianos e tendo como alunos os seminaristas, futuros sacerdotes. Sob a direção do Padre Carlos Leôncio da Silva, emérito sacerdote e renomado pedagogo, com uma equipe de professores, formados e especializados em universidades europeias, a nova instituição de ensino, firmou-se na região como um dos mais importantes centros de estudos, pesquisas e cultura no interior do Brasil.

Por ocasião das comemorações do cinquentenário do lançamento do livro “Os Sertões”, do escritor Euclides da Cunha, em 1952, a faculdade sediou um clico de conferências e inaugurou solenemente a Sala “Euclides da Cunha” sob a direção do médico e historiador Antonio Gama Rodrigues e com o apoio entusiástico do Padre Carlos Leôncio, projetando Lorena no cenário cultural e literário do Brasil.

Inauguração da Sala Euclides da Cunha - 1952 
Foto: Acervo IEV

Em seu auditório, a faculdade teve o privilégio de ouvir e aplaudir os grandes nomes da intelectualidade brasileira: Austregésio de Athayde, Alceu Amoroso Lima, Alves Motta Sobrinho, Arthur Cezar Ferreira Reis, Aureliano Leite, Barbosa Lima Sobrinho, Cassiano Ricardo, Cecília Lara, Francisco de Assis Barbosa, João de Scamtimburgo, Mário Graciotti, Manotti Del Picchia, Plínio Salgado, Sebastião Pagano, Tito Lívio Ferreira e outros, poetas, juristas, filósofos, e os quais em conferências memoráveis, faziam a Faculdade Salesiana, um centro de estudos, debates e reflexões sobre a realidade brasileira.

Funcionado em três núcleos separados (seminário masculino e feminino), a faculdade cresceu e formou milhares de professores, orientadores, administradores, diretores permitindo ampliação do ensino público na região valeparaibana paulista e fluminense e em todo o sul de Minas Gerais.

Ao longo destas cinco décadas, a Faculdade Salesiana cumpriu brilhantemente o seu papel de instituição universitária católica, comprometida com a realidade social brasileira com a formação humanista e integral de seus alunos, com o espírito salesiano de educar e respeitar valores e potencialidades do educando, dentro das diretrizes e normas das encíclicas pontifícias, sem abdicar de seus princípios e do respeito pela diversidade de seus alunos e professores.

Teve seus momentos de glória e viveu seus momentos de crise, não se omitindo nos grandes debates que assinalaram as mudanças ocorridas no Brasil e no mundo, em especial nos acontecimentos marcantes dos anos sessenta: o Concílio Vaticano II, as Encíclicas de João XXIII e Paulo VI, o movimento feminista, a guerra do Vietnã, as atitudes revolucionárias dos jovens, os movimentos estudantis, os acontecimentos de maio de 1968, o golpe militar de 1964 e seus desdobramentos...

A Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras de Lorena é um marco na história da educação universitária brasileira, uma conquista dos salesiano e motivo de orgulho e compromisso profissional e dedicação de seus ex-alunos e professores.

Lorena e o Vale do Paraíba foram privilegiados com a instalação desta universidade, responsável pela mudança de atitudes e valores de uma sociedade agrária e conservadora, que permitiu aos seus alunos uma ascensão profissional e cívica, refletida na busca de uma nova identidade e de novos caminhos para as gerações que frequentam as suas instituições de ensino e sonham com um Brasil verdadeiramente cristão e compromissado com as mudanças sociais e políticas, alicerces de uma nova sociedade e um mundo novo.